quinta-feira

O MITO DA FELICIDADE

A reportagem da Revista Época sobre o Mito da Felicidade, vale a pena ser lida.
Lá você vai encontrar vários relatos, estudos e pesquisa sobre o que é e como alcançar  a tal felicidade.
Veja Os Cinco Caminhos Para o Bem Estar (Dicas da New Economics Foundation para conquistar uma vida melhor):


quarta-feira

ELES SÃO FECHADOS





Tímidos ou não, existem algumas pessoas que têm muita dificuldade em expressar seus sentimentos. “Dificuldade não... É impossível”, conclui o estudante Marcos*, de 18 anos, que nunca conseguiu se declarar a ninguém.



Marcos é extrovertido, porém muito inseguro. “Na boa, eu me acho feio. Acho que ninguém nunca vai gostar de mim”, contou. O estudante, que atualmente se diz apaixonado por uma colega de trabalho, não tem coragem nem de dar a entender que está interessado. 


Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, vários são os motivos que levam uma pessoa a se fechar dessa maneira:


*conflito de aproximação/esquiva: quando a pessoa tem medo de se aproximar e ser rejeitada, então nem tenta um contato;


*falta de confiança em si: ligada à falta de auto-estima, a pessoa se acha "menos" do que realmente é, inclusive fisicamente;


*comparações: a pessoa pode se comparar a outras que também tenham interesse no mesmo pretendente, achando que não dá conta da competição, ou mesmo se comparar com o próprio pretendente, achando que ele é "muita areia pro seu caminhãozinho", portanto não vai se interessar por ela;


*crenças derrotistas: quando se acredita que ninguém vai se interessar, uma vez que já houve uma rejeição. A pessoa se dá por vencida antes de tentar. 


E, nesses casos, o velho ditado “quem não arrisca não petisca” é levado ao pé da letra. “Quando o sentimento não é exposto, certamente a pessoa pode perder grandes oportunidades. Se o outro se declara e (mesmo querendo retribuir) a pessoa não consegue se expor, corre o risco de afastá-lo, caso ele não seja persistente”, declarou a psicóloga. 


Esse foi o caso de Carlos*, 24 anos. A falta de coragem de expor seus sentimentos quase o privou de viver os melhores momentos de sua vida. “Além de não querer me declarar pra ela, eu não queria acreditar que ela estava interessada em mim. Eu me convencia sempre que tudo não passava de brincadeira e nunca demonstrava reciprocidade. Se ela não tivesse me encostado na parede, não estaria vivendo um grande amor”, contou. 


“Não temos bola de cristal, portanto nossas intenções devem ser minimamente expostas para que tenhamos retorno do outro”, aconselhou a especialista.


Se você é do tipo que não consegue se declarar, fique atento às dicas da psicóloga Marina Vasconcellos:


- Faça as pazes com você mesmo. Pessoas com boa auto-estima conseguem agir mais naturalmente quando deparadas com esse tipo de situação.


- Sorria! Um rosto sorridente, por menor e mais tímido que seja o sorriso, denuncia receptividade ao contato.


- Olhe nos olhos! O olhar é fundamental para demonstrar atenção, afeto, interesse... Quem não olha nos olhos de seu interlocutor pode dar a impressão de desinteresse ou desconfiança.


- Mantenha contato visual com as pessoas, não fique parado numa festa ou em qualquer outro lugar olhando para o chão. Mostre que está disponível para um contato.
- Compartilhe algo sobre seu trabalho, algo que faça, e mostre interesse pelo que o outro faz.


- Fale sobre momentos de lazer ou seu passatempo preferido, o que dará abertura para que o outro o conheça de um jeito bem informal.
- Fale sobre algum temor que tenha, pois todos temos medo de algo. Essa é uma forma de se abrir para o outro mostrando uma fragilidade sua, o que vai trazê-lo para mais perto. 


- Expresse sua preferência. Aqueles que nunca decidem nada quando perguntados sobre alguma escolha, em vez de agradar e achar que estão sendo gentis, estão dificultando o acesso do outro ao seu conhecimento, aos seus gostos. Mostrar preferências é uma forma de se apresentar para o outro. 


- Diga ao outro algo lhe chamou a atenção na pessoa: "Puxa, achei tão legal quando você falou sobre aquilo, posso imaginar como você se sentiu"...


- Repense seu conceito de "rejeição": se não foi feliz em tentativas anteriores, encare essas vivências como aprendizados e tente modificar seu comportamento numa próxima abordagem.


- Saia com outras pessoas junto, para que não fique aquela situação constrangedora de não saber o que falar e passar por silêncios "infinitos". A presença de outras pessoas dilui a tensão do encontro, permitindo que conversem sobre vários assuntos e que um vá conhecendo o outro de maneira mais informal. Aos poucos, caso o sentimento seja mútuo, naturalmente vocês estarão mais juntos...


- Mostre seu interesse por meio de delicadezas e atenções sociais, como por exemplo, buscar uma bebida numa festa e lhe oferecer. 


- Convide a pessoa por quem você está interessado a participar de algo que você participe. Por ex: "Já que você gosta de andar de bicicleta, conheço um pessoal que faz passeios aos finais de semana. Você gostaria de vir um dia?".


Enfim, são inúmeros os comportamentos que podem ajudar uma pessoa a se aproximar da outra, para aos poucos ir se sentindo mais à vontade para se declarar. Não é só ir chegando e falando, há todo um processo para se alcançar esse estágio. 


Muitas vezes, a declaração acaba acontecendo indiretamente, com comportamentos que denunciam!

Marina Vasconcellos é Psicóloga pela PUC–SP, com especialização em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae, Psicodramatista Didata pela Federação Brasileira de Psicodrama (FEBRAP) e Terapeuta Familiar e de Casal pela UNIFESP.
*Os nomes dos personagens foram trocados para preservar sua identidade.



Fonte: http://jovem.ig.com.br/

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